A exposição “Tão somente crianças: infâncias roubadas no Holocausto”, organizada pelo Museu do Holocausto de Curitiba e pela entidade feminina WIZO, será inaugurada no dia 11 de março em São Paulo. Uma parceria foi estabelecida com a Secretaria de Estado da Educação de São Paulo, que incluiu o evento no calendário escolar de 2014. Já está agendada a visita de mais de 3.600 estudantes, com a presença diária de quatro escolas.

A exposição segue os princípios pedagógicos do museu, resgatando histórias pessoais e promovendo a luta contra qualquer forma de discriminação e ódio. As ações educativas terão horários especiais: visitas monitoradas para as escolas da rede pública serão de 2ª a 6ª feira,  nos seguintes horários: das 9 às 10h30 e das 10h30 às 12h00; das 14h00 às 15h30 e das 15h30 às 17h00; das 20h00 às 21h30 (duas noites por semana). Para agendamento - também de escolas particulares -, contatar (11) 3257-0100, com Helena.

Os visitantes terão acesso a depoimentos em vídeo e a um acervo especial de peças, como documentos de nacionalidade, cartões postais enviados dos campos de concentração, cartas de familiares, lenços, livros de rezas, cadernetas de anotações, livro de registro de refugiados, bilhetes, entre outros.

O presidente da Associação Casa da Cultura Beit Yaacov, idealizador da exposição e do primeiro Museu do Holocausto no Brasil, Miguel Krigsner, comenta: “A violência contra as crianças ao redor do mundo não pode mais ser admitida, e a proposta desta exposição é promover a reflexão do que pode ser feito para combatê-la e também para evitar que genocídios como o Holocausto voltem a acontecer. Destacando as crianças, discutimos qual sociedade estamos dispostos a proporcionar a elas".

A mostra estará em cartaz até 10 de abril, diariamente (incluindo finais de semana), das 9h30 às 17h, no Espaço Belvedere do Stand do Jardim das Perdizes, Avenida Marques de São Vicente x Avenida Nicolas Boer (Esq. Viaduto Pompeia), em São Paulo. O evento tem o apoio de Conib, Fisesp, Consulado Geral de Israel em São Paulo e Embaixada de Israel.

Em 2013, a exposição esteve no Senado Nacional, em Brasília, onde foi vista por cerca de 20 mil pessoas, e no Rio de Janeiro, no Centro Cultural Light.




Crianças judias que estavam escondidas no "lado ariano" em Lublin, Polónia. Foto: Yad Vashem.

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Wizo São Paulo
 
Exposição
A INFÂNCIA APAGADA NAS CINZAS DO HOLOCAUSTO
"Não podemos construir o futuro, sem lembrar o passado." Com essa frase, a presidente da WIZO-SP, Iza Mansur, resumiu bem a importância da exposição "Tão Somente Crianças: Infâncias roubadas no Holocausto", trazida pela entidade a São Paulo, em parceria com o Museu do Holocausto de Curitiba. 
"A ideia dessa exposição itinerante surgiu no ano passado, quando a levamos, por meio da WIZO, primeiramente a Brasília, onde ficou no lobby do Senado nacional, recebendo cerca de 17 mil visitantes", contou Miguel Krigsner, presidente do Museu do Holocausto de Curitiba. "Esse tema não pode ser esquecido, a conscientização desse tema e leva-lo à população geral é importante nesse momento em que vemos a banalização da violência e uma volta do preconceito em diversos lugares do mundo."
Sergio Serber, presidente do Conscre (E); Iza Mansur, presidente da WIZO SP; Rosangela de Almeida Valin, dirigente regional da Diretoria Centro-Oeste da Secretaria de Educação; Miguel Krigsner, presidente do Museu do Holocausto de Curitiba; Herman Voorwald, secretário de Educação do Estado de Sao Paulo; Sulamita Tabacof, presidente de Honra da WIZO SP; e Tania Tarandach, diretora do Concurso da WIZO SP.
   
Jovens das escolas públicas podem visitar em caravana a mostra e ter contato direto com esses fatos lamentáveis da história da humanidade.   Capacitação com os jovens das escolas judaicas e movimentos juvenis, que se tornaram monitores voluntários.
JOVENS DAS ESCOLAS PÚBLICAS
Uma parceria com a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo viabiliza que milhares de crianças e professores da rede pública visitem em caravana a mostra e possam ter contato direto com esses fatos lamentáveis da história da humanidade. O secretário da Educação do Estado de São Paulo Herman Voorwald ressaltou a importância de que a exposição seja mostrada para o maior número de alunos. "A rede pública estadual congrega 5.400 escolas, cerca de cinco milhões de estudantes e mais de 240 mil professores, que têm uma responsabilidade social enorme, e é essencial mostrarmos a essas crianças que a discriminação, qualquer que seja, tem como consequência o que ocorreu no Holocausto." Todos os dias, quatro ônibus com alunos de escolas estaduais chegam ao Jardim das Perdizes, onde está a mostra, e fazem o percurso acompanhados por monitores.
 
OS MONITORES VOLUNTÁRIOS
Dias antes da abertura da exposição, o Grupo Tzehirot realizou uma capacitação com os jovens das escolas judaicas e movimentos juvenis, que se tornaram monitores voluntários. "Essa capacitação não foi para passar o conteúdo, mas ensinar esses jovens a transmiti-lo", explicou Carlos Reiss, coordenador Geral do Museu do Holocausto. "No ano passado fiz a Marcha da Vida pela escola, e acho muito importante poder compartilhar essa experiência e usar esse conhecimento para orientar pessoas que não teriam essas informações", afirmou Samy Kauffmann, de 15 anos, da Escola Beit Yaacov.
     
Um dos momentos mais marcantes da cerimônia de abertura, foi o acendimento de uma vela pos 2 sobreviventes do Holocausto.   Com painel dedicado a sua história e de sua mãe, George Legmann esteve na cerimônia de abertura e visivelmente emocionado, falou da importância de se lembrar dessa tragédia.
ACENDIMENTO DAS VELAS
Um dos momentos marcantes da cerimônia de abertura foi o acendimento de uma vela pelas sobreviventes Nanette Konig e Yona Davidson. "Eu tinha 14 anos quando a guerra eclodiu, e um evento como esse é muito importante, pois temos sempre que mostrar não somente o que aconteceu na Polônia e Alemanha, mas também como o massacre se espalhou para países como Holanda, Hungria, Bélgica, França, Romênia, Grécia, entre outros", falou Nanette, companheira de Anne Frank z'l nos bancos da escola e no campo de Bergen-Belsen.
 
VISITANDO A PRÓPRIA HISTÓRIA
George Legmann, nascido no campo de concentração próximo a Dachau e que tem um painel dedicado a sua história e de sua mãe, esteve na cerimônia de abertura. Visivelmente emocionado, ele falou da importância de se lembrar sempre essa tragédia. "Já vimos o presidente do Irã negando o Holocausto, na Ucrânia o partido fascista está chegando ao poder, está acontecendo também em outros países do Leste Europeu, e é bom que isso seja divulgado e debatido", disse.
     
HORÁRIO PARA VISITAÇÃO
A Exposição "Tão Somente Crianças: Infâncias roubadas no Holocausto", pode ser visitada por jovens e adultos até 10 de abril, no Jardim das Perdizes, na Av. Marques de São Vicente com Av. Nicolas Boer (esquina do Viaduto Pompéia). De segunda-feira a domingo, das 8h30 às 18h, com entrada gratuita.