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Nas trilhas da herança judaica de Lublin

ARQSHOAH

RG:
PER/352

Data:
01/11/2002

Autor:
Robert Kuwatek

Tipologia:
Artigo

Classificação:
Ostensivo

Impresso:
Revista

Nome:
Kol Voice of Lublin

Ano do impresso:
2002

Número do impresso:
38

Páginas:
59

Cidade:
Tela-aviv

País:
Israel

Idioma:
Ingles

Sínteses:

Lublin possui uma historicidade muito ligada ao judaísmo. Seus primeiros grupos judaicos datam do século XV.  A não tolerância judaica se inicia já nessa época por conta da concorrência do mercado judeu com o mercado cristão, o que levou os judeus a se mudarem para outros locais próximos como Podzamcze, Kalinowszczyzna e Piaski. Eram impedidos de se movimentarem nos locais cristãos até 1962, quando então puderam retornar ao local de origem. Apesar disso, Podzamcze continuou sendo o centro da comunidade judaica até a 2° Guerra Mundial. As ruas locais possuem um valor histórico-material muito grande. Por exemplo, o crescimento da comunidade judaica em Lublin está relacionada com o castelo que foi residência de Lublin starotas, um nobre judeu. O castelo foi usado como prisão durante a guerra e hoje é um museu com pinturas que retratam os primeiros grupos judaicos e pinturas de artistas de Lublin.

Há citação da demolição do bairro local pelos judeus presos  no campo de Majdanek  e de outros outros lugares históricos importantes para a comunidade, como a sinagoga  Marashal-shul; o antigo cemitério judaico em Lublin, mundialmente reconhecido pela preciosidade de seus monumentos; o novo cemitério judaico, construído em 1829 e destruído em 1942; o colégio Maius, que entre os anos de 1930-1939 abrigava o Yeshivah Hakmei Lublin “academia dos sábios de Lublin”, o hospital judaico (1886); o centro de cultura judaica Peretz, a sinagoga de Hevra Nosim que apresenta uma coleção de fotos de judeus de Lublin, antes e durante a guerra, e apresenta publicações religiosas do séc. XIX. também fala sobre a quadra de vitimas do ghetto, onde existe um monumento em homenagem às vitimas; o centro e cultura jovem que entre 1867 e 1942 abrigou o comitê central dos judeus na Polônia; a casa de enfermaria para crianças judias (1857), a casa para idosos e deficientes e a congregação religiosa judaica em Lublin.  O último local comentado foi o portão de Grodzka, também conhecido como portão judaico, que separava a parte cristã da parte judaica da cidade, hoje o local abriga o Grodzka Gate Center, onde se apresenta a história dos judeus de Lublin, além de exibições multimidas do Old Town e da Rua de Podzamcze, antes de 1939.

Observações:

A revista Voz de Lublin é uma revista comunitária, que congrega imigrantes oriundos de Lublin e seus descendentes, na cidade de Tel-Aviv em Israel desde 1962. No período da Segunda Guerra Mundial a população de Lublin era constituída por uma grande presença de judeus, representando cerca de 40% da população local. A perseguição nazista destruiu a cidade e levou essa população à morte em campos de extermínio, em especial no campo de Belzec, onde cerca de 26.000 judeus foram assassinados. Grande parte dos sobreviventes migraram para outros países, especialmente Israel, situação que culminou em organizações comunitárias, com discussões sobre identidade e memória, contexto no qual surgiu a revista "Kol voice of Lublin”.

A revista está quase toda em hebraico, com algumas páginas com artigos em inglês.

Pessoas Citadas:

Rabbi Yehoshua Heshel Ashkenazi; Szymon  Ashkenazi; Marek Arnstein, Franciszca Arstein; Marek Arnstein, jakub Cynberg, Mojzesz Zajdenman; Salomom Prussak; Nison Plotkin; Henryk Mandelbaum; Krystyna Modrzewska.

Palavras-chave:

comunidade; cultura; herança; Israel; Lublin; patrimônio